A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação e a venda do hidratante facial Skin Face – Clareador Noite na última segunda-feira, 4 de maio. A decisão foi tomada porque o produto não possui registro sanitário e é fabricado por uma empresa não identificada.

A Resolução 1.822/2026, publicada no Diário Oficial da União, determina a apreensão imediata do cosmético em todo o território nacional. Além da proibição da venda, a norma também impede a propaganda e a distribuição do clareador, com o objetivo de proteger o consumidor.

Segundo a Anvisa, a empresa responsável pelo produto não possui autorização de funcionamento. Sem essa permissão, não há qualquer controle técnico sobre os ingredientes utilizados na fórmula do produto.

Produtos faciais aplicados durante a noite podem conter substâncias fotossensíveis ou componentes químicos agressivos não declarados. Sem a aprovação da Anvisa, o usuário corre o risco de sofrer queimaduras químicas, irritações severas ou manchas permanentes na pele.

A ausência de testes de segurança e estabilidade compromete a saúde pública de forma direta. Quando um fabricante é desconhecido, torna-se impossível rastrear a origem da matéria-prima ou responsabilizar os envolvidos em caso de danos graves aos usuários.

Caso o consumidor tenha adquirido o hidratante Skin Face – Clareador Noite, a orientação é suspender o uso imediatamente. O descarte deve ser feito com cautela, evitando o contato direto do conteúdo com as mãos ou mucosas.

Todo produto de higiene pessoal, perfume ou cosmético deve passar por um processo de notificação ou registro antes de chegar ao mercado. Esse número deve constar obrigatoriamente na embalagem e pode ser consultado no portal oficial da agência.

As diretrizes da vigilância sanitária reforçam que o rótulo deve conter o nome do fabricante, o CNPJ e o endereço da unidade produtora. As autoridades regionais de fiscalização devem monitorar pontos de venda físicos e plataformas de e-commerce para garantir o cumprimento da Resolução 1.822/2026. O monitoramento ativo impede que proprietários de lojas continuem oferecendo itens de risco.

Se o consumidor identificar a venda deste produto irregular, pode realizar uma denúncia pelo canal oficial da Anvisa no telefone 0800 642 9782. A transparência na fiscalização é a principal forma de manter cosméticos clandestinos longe do mercado, preservando a saúde dermatológica da população.

Fátima Watanabe

Fátima Watanabe, biblioteconomista formada pela UFMG, iniciou sua carreira escrevendo sobre Dante Alighieri. Atualmente, é pesquisadora, utiliza palavras-chave na didática e produz editoriais e artigos.

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