A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou o registro de mais de 500 cosméticos em 26 de março de 2026. A medida atinge produtos que continham substâncias químicas proibidas.
A decisão se baseou em estudos internacionais que classificaram o DMPT como uma substância que pode causar câncer em humanos. O TPO foi considerado tóxico para a reprodução, com potencial de prejudicar a fertilidade.
A ação visa impedir que produtos usados em unhas de gel e esmaltes continuem expondo profissionais e clientes a esses riscos. A aprovação da RDC 995/2025 alinhou os protocolos brasileiros aos padrões da União Europeia, que também baniu esses ingredientes.
Os itens mais afetados são aqueles que dependem de luz ultravioleta ou LED para secagem, como sistemas de alongamento de unhas em gel e esmaltes em gel. A Anvisa alerta que o uso contínuo apresenta riscos à fertilidade e potencial carcinogênico.
O prazo de adequação de 90 dias previsto na norma terminou em março de 2026. Isso resultou no cancelamento dos registros e no recolhimento obrigatório dos produtos que ainda estivessem no mercado.
De acordo com o portal oficial da Anvisa, a fiscalização será intensificada em salões de beleza e lojas de cosméticos. A agência reforça que profissionais da área de estética são os mais vulneráveis devido ao contato diário com vapores e resíduos.
Os consumidores e manicures podem consultar a lista completa de marcas e produtos afetados por meio da Resolução (RE) 1.146, publicada no Diário Oficial da União. Se o produto constar na lista de cancelados, a orientação é suspender o uso imediatamente e entrar em contato com o fabricante.
Utilizar produtos com registro cancelado é considerado infração sanitária e está sujeito a multas para os estabelecimentos. A indústria e os importadores precisam buscar alternativas químicas seguras para manter a performance dos produtos.
Para evitar riscos, o comprador deve verificar o rótulo em busca do número de registro e confirmar a ausência dos termos TPO e DMPT na composição. A Anvisa disponibiliza canais de denúncia para casos em que produtos proibidos continuem sendo oferecidos.
Manter-se informado sobre as atualizações da vigilância sanitária é importante para um consumo consciente. Priorizar marcas que respeitam as normas vigentes contribui para um mercado de beleza mais seguro.
