A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou uma medida restritiva contra marcas de clareamento dental populares no mercado na segunda-feira, 16 de março de 2026. A decisão suspende a comercialização e o uso de produtos com irregularidades em suas alegações de venda.

A Anvisa determina que produtos com ação terapêutica passem por testes de segurança mais rigorosos do que itens de higiene pessoal. Registrar um kit de clareamento como cosmético faz a empresa evitar protocolos de análise que garantem a integridade do esmalte dos dentes e da gengiva.

O uso de substâncias químicas sem controle pode causar sensibilidade aguda ou queimaduras químicas na mucosa bucal. A agência pode intervir quando a propaganda de um produto induz o consumidor ao erro sobre seus benefícios, conforme a legislação.

A determinação atinge a fita de clareamento dental Oiwhite, fabricada pela Belcher Farmacêutica do Brasil S.A., e a versão Roxa da mesma linha, produzida pela Endogem Indústria, Comércio, Importação, Exportação e Serviços LTDA. Ambas foram retiradas de circulação por estarem registradas de forma inadequada.

Esses itens estavam cadastrados como cosméticos, mas tinham alegações terapêuticas em suas embalagens, o que não é permitido. A fiscalização também identificou problemas em cosméticos capilares da empresa Through Indústria e Comércio de Cosméticos LTDA. O tônico Bio Calmante Neo Derma e o shampoo Neo Dermax para Controle de Caspa prometiam resultados terapêuticos não autorizados, resultando em recolhimento.

A proibição abrange a fabricação, distribuição, importação, propaganda e uso desses produtos em todo o país, incluindo plataformas digitais. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União de 16 de março de 2026.

O consumidor deve observar promessas de resultados milagrosos ou tratamentos de saúde em produtos vendidos como higiene. Itens legítimos de clareamento dental devem exibir o número de registro da Anvisa e instruções em português, sem termos médicos exagerados.

A falta de dados do fabricante ou venda exclusiva em sites sem procedência são sinais de alerta. Quando uma empresa usa denominações que sugerem cura sem respaldo técnico, compromete a transparência para o consumo seguro.

Quem comprou algum dos produtos citados deve suspender o uso imediatamente. É direito do cidadão solicitar reembolso no estabelecimento onde fez a compra, apresentando a resolução federal como prova da irregularidade.

É recomendado se informar por canais oficiais para evitar que novos lotes de produtos proibidos cheguem via e-commerce. A segurança sanitária depende da vigilância e da denúncia de propagandas enganosas.

A proibição de clareadores dentais pela Anvisa reflete uma fiscalização contínua sobre produtos de uso popular. A agência mantém o monitoramento de itens que possam oferecer risco à saúde, mesmo que sejam amplamente divulgados. A regulação busca equilibrar a oferta de novos produtos no mercado com a garantia de que não causem danos.

Outros itens de beleza e cuidados pessoais também são alvo de ações semelhantes quando não seguem as normas. A população pode contribuir reportando suspeitas através dos canais de denúncia da própria Anvisa. Assim, a medida visa proteger os consumidores de práticas comerciais que não atendem aos padrões de segurança estabelecidos.

Fátima Watanabe

Fátima Watanabe, biblioteconomista formada pela UFMG, iniciou sua carreira escrevendo sobre Dante Alighieri. Atualmente, é pesquisadora, utiliza palavras-chave na didática e produz editoriais e artigos.