A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou o registro de centenas de produtos cosméticos para unhas. A decisão atinge itens que contêm componentes químicos considerados perigosos para a saúde.
A proibição tem como foco duas substâncias: o TPO (óxido de difenil fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina). Esses compostos são usados na fabricação de esmaltes e produtos para unhas em gel.
A Anvisa determinou que esses itens não podem mais ser fabricados, importados ou comercializados no Brasil. A medida foi oficializada pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 995/2025.
A norma estabeleceu um prazo de 90 dias para que o setor se adequasse. Com o fim desse período em 2026, o recolhimento dos produtos que ainda estavam no mercado se tornou obrigatório.
Estudos técnicos indicam que o DMPT tem potencial para causar câncer em humanos. Já o TPO é classificado como tóxico para a reprodução, podendo causar danos à fertilidade ou ao feto.
A exposição a essas substâncias ocorre principalmente durante o procedimento de secagem das unhas em gel, que usa luzes UV ou LED. Profissionais que trabalham em salões de beleza e clientes estão sujeitos aos riscos.
Para verificar se um produto foi cancelado, é possível consultar a lista completa na Resolução RE 1.146 da Anvisa. A lista contém os nomes e marcas de mais de 500 cosméticos afetados pela decisão.
Os estabelecimentos devem identificar e descartar itens irregulares. A Anvisa recomenda que se confira o rótulo em busca dos nomes óxido de difenil fosfina ou N,N-dimetil-p-toluidina.
O descumprimento das regras pode resultar em sanções administrativas e na apreensão das mercadorias. A ação de vigilância sanitária é imediata após a identificação do produto proibido.
Com a decisão, o Brasil alinha sua regulação aos padrões internacionais, seguindo uma proibição similar já adotada pela União Europeia. O objetivo é impedir que o mercado nacional receba produtos considerados inseguros em outras regiões.
A medida visa proteger a saúde de consumidores e, especialmente, dos profissionais que manipulam esses produtos com frequência, como manicures e esteticistas. A exposição contínua pode causar danos crônicos à saúde.
A Anvisa orienta que profissionais verifiquem seus estoques e busquem substitutos com tecnologias seguras. A população pode acompanhar as atualizações sobre normas vigentes através do portal oficial da agência.
