A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em janeiro de 2026, a suspensão e o recolhimento de dois produtos de uso comum: um pó decorativo para confeitaria e um lote específico de sal grosso. A medida tem como objetivo impedir o consumo de itens com substâncias impróprias e garantir o cumprimento das normas no país.
O produto afetado é o pó para decoração da marca Sugar Art, fabricado pela empresa Madi Comércio. A fiscalização constatou que o item contém materiais plásticos em sua composição, tornando-o inadequado para consumo humano quando usado em bolos e doces.
A ingestão de plásticos pode causar danos ao sistema digestivo. Por isso, a Anvisa ordenou que a empresa retire todos os lotes de circulação e pare qualquer divulgação que indique que o produto é seguro para alimentação.
O outro item envolvido é o Sal Grosso Iodado (Ervas Finas) da marca Globo. A ação atinge especificamente o Lote 004/24, com validade até 30 de outubro de 2026. O Lacen/RJ reprovou o produto por apresentar teor de iodo fora dos padrões exigidos pela legislação.
A adição de iodo no sal é uma estratégia de saúde pública. A falta ou quantidade insuficiente desse mineral pode levar a problemas de saúde. A suspensão do produto, fabricado pela Brasisal Alimentos Ltda., requer que os consumidores verifiquem o número do lote em suas despensas.
Consumidores que possuírem o pó Sugar Art ou o sal Globo do lote mencionado devem parar de usar imediatamente. Para o sal, a Anvisa disponibilizou o telefone do SAC do fabricante: 0800 585 0303. Os consumidores podem obter instruções sobre substituição ou devolução.
No caso de produtos para confeitaria, é recomendado verificar se o rótulo especifica que o item é “comestível”. Produtos apenas “decorativos” ou “não tóxicos” podem conter substâncias não destinadas à ingestão. A transparência do fabricante é importante para evitar equívocos na compra.
A Anvisa informa que a fiscalização em 2026 continuará atuando para garantir que os alimentos comercializados sigam os protocolos de segurança. A interdição desses produtos mostra que a análise laboratorial é constante, protegendo o consumidor de irregularidades que nem sempre são visíveis.
Manter-se informado sobre as resoluções publicadas no Diário Oficial da União é uma forma de assegurar uma alimentação segura. O respeito aos limites de iodo e à pureza dos aditivos alimentares são pontos defendidos pela agência para promover a saúde pública.
