A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de azeites de oliva de seis marcas consideradas irregulares. A medida, publicada em resoluções no Diário Oficial da União, proíbe a comercialização de todos os lotes desses produtos.

As marcas La Ventosa e Grego Santorini estão entre as suspensas. A decisão foi tomada após a identificação de problemas cadastrais das empresas embaladoras junto à Receita Federal. Os CNPJs informados nos rótulos estão suspensos por inconsistência de dados.

Essa irregularidade significa que a origem dos produtos é desconhecida, não sendo possível garantir sua qualidade ou composição. A Anvisa orienta a retirada imediata desses itens das prateleiras para proteger a saúde pública.

A fiscalização, feita em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), identificou outras quatro marcas atuando de forma clandestina. Em alguns casos, as empresas responsáveis pelos azeites não constam nos bancos de dados oficiais do governo.

A comercialização desses produtos configura uma infração sanitária grave. O consumidor pode estar adquirindo misturas de óleos vegetais de baixa qualidade. A falta de um CNPJ ativo impede a rastreabilidade do alimento, que é um controle necessário.

A Anvisa recomenda que os consumidores verifiquem os rótulos antes da compra. Se os dados da embaladora corresponderem às empresas citadas nas resoluções RE 1.956 ou RE 1.957, o uso do produto deve ser interrompido, pois não há segurança sobre o que está sendo ingerido.

Alimentos clandestinos não passam pelos testes de pureza exigidos. É comum que esses azeites sejam misturados com óleos de soja ou girassol. Com isso, perdem as propriedades do azeite de oliva extravirgem e caracterizam uma fraude econômica.

Além do prejuízo financeiro, existe o risco de contaminação por substâncias proibidas ou falhas na higiene durante o envase. Produtos de empresas extintas ou inexistentes não têm um responsável técnico que garanta a integridade do conteúdo.

Quem encontrar essas marcas em casa deve parar de consumir imediatamente. O produto precisa ser separado e o fato deve ser comunicado à Anvisa ou à vigilância sanitária municipal para as providências adequadas.

Os estabelecimentos comerciais que ainda tiverem unidades dessas marcas precisam retirá-las de circulação e isolar o estoque. O cumprimento das resoluções é necessário para evitar sanções legais e manter a segurança do mercado de óleos vegetais no Brasil.

A medida reflete a atuação contínua dos órgãos de fiscalização. A Anvisa e o Mapa monitoram regularmente a conformidade de alimentos no país. A identificação de produtos irregulares é parte desse trabalho de rotina para garantir que os padrões sejam seguidos.

A pureza do azeite de oliva é um requisito importante para a venda. Produtos que não atendem às especificações podem ser retirados do mercado a qualquer momento. Os consumidores devem sempre buscar informações sobre a origem e os registros dos alimentos que adquirem.

Fátima Watanabe

Fátima Watanabe, biblioteconomista formada pela UFMG, iniciou sua carreira escrevendo sobre Dante Alighieri. Atualmente, é pesquisadora, utiliza palavras-chave na didática e produz editoriais e artigos.