A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote específico de chá de camomila. A decisão foi tomada após a identificação de falhas no processo de fabricação do produto.

A medida tem como objetivo proteger os consumidores contra o consumo de partículas estranhas e fragmentos biológicos considerados inadequados. A própria fabricante, Água da Serra Industrial de Bebidas S.A., comunicou o recolhimento voluntário.

O lote afetado é o 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea. Análises laboratoriais constataram que o produto continha sementes, ramos e talos que não fazem parte da composição original da camomila.

Além dos materiais vegetais estranhos, os testes de higiene encontraram 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em uma amostra de apenas 25 gramas do chá. Essa quantidade ultrapassa em muito o limite aceitável, que é de 90 fragmentos.

Com a publicação da resolução no Diário Oficial da União, a comercialização, distribuição e consumo do lote foram suspensos em todo o país. A Anvisa recomenda que quem tiver o produto em casa não o consuma e entre em contato com o serviço de atendimento da marca.

As falhas apontadas representam uma violação das normas de boas práticas de fabricação. A agência informou que infrações desse tipo podem levar à aplicação de multas e a exigências de auditorias nas unidades da empresa.

Em outra ação de fiscalização, a Anvisa também determinou a interdição total da Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare, usada para cuidados após a realização de tatuagens. O motivo é que o produto não possui registro na agência e sua origem é desconhecida.

Itens sem registro não garantem segurança, esterilidade ou qualidade, o que representa um risco, principalmente quando aplicados sobre pele lesionada. A comercialização e o uso dessa pomada estão proibidos.

A Anvisa mantém o monitoramento do cumprimento do recolhimento do chá e da implementação de ações corretivas pela fabricante. A agência reforça a importância de os consumidores ficarem atentos aos alertas oficiais para garantir a segurança de produtos que envolvem alimentação e saúde.

Fátima Watanabe

Fátima Watanabe, biblioteconomista formada pela UFMG, iniciou sua carreira escrevendo sobre Dante Alighieri. Atualmente, é pesquisadora, utiliza palavras-chave na didática e produz editoriais e artigos.