A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata de lotes específicos de mostarda e alecrim dos supermercados em todo o país. A decisão foi tomada devido a falhas graves, que incluem desde a presença de insetos vivos até a circulação de produtos sem registro oficial.
Foi barrado o lote 316625 da mostarda amarela de 3,3 kg da marca Cepera. A ação foi motivada por suspeita de fraude e falta de rastreabilidade. A própria fabricante, Ind e Com de Prod Alim Cepera Ltda, informou que esse lote não consta em seus registros internos de produção.
O rótulo da embalagem também apresenta diferenças em relação aos modelos oficiais da empresa. Sem a garantia de procedência, a Anvisa proibiu a venda e o consumo do produto para evitar riscos à saúde.
O caso do alecrim da marca Nati Sul, produzido por Silvano Osvaldo Machado – MK Chas Especiarias, é considerado mais grave sob o aspecto higiênico. Um laudo do LACEN-SC apontou que o lote 0108 estava impróprio para uso.
As análises encontraram insetos vivos e fragmentos de pelos de animais não identificados dentro das embalagens. Isso demonstra o descumprimento das Boas Práticas de Fabricação, resultando na suspensão das vendas e no recolhimento obrigatório.
A ingestão de temperos contaminados pode causar infecções gastrointestinais e reações alérgicas. A presença de vetores biológicos indica que o ambiente de produção não seguia os protocolos de higiene necessários.
O rigor da Anvisa busca evitar surtos alimentares que sobrecarreguem o sistema público de saúde. Em casos de infestação, o risco de contaminação por bactérias e fungos é alto, tornando o descarte a opção mais segura.
As ordens de apreensão foram publicadas formalmente no Diário Oficial da União. As ações estão detalhadas nas resoluções RE 1.415/2026 e RE 1.416/2026.
A recomendação para quem comprou esses itens é interromper o uso imediatamente. O consumidor tem direito a solicitar a troca ou o reembolso no local da compra.
É importante guardar a nota fiscal e verificar o número do lote na embalagem para confirmar se ele faz parte das unidades interditadas. A vigilância sobre os alimentos é um passo para garantir a segurança alimentar.
