A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em conjunto com o Ministério da Agricultura, determinou a suspensão imediata da venda e o recolhimento de lotes de leite fabricados pela empresa LBR Lácteos.

A decisão foi tomada após análises laboratoriais identificarem a presença de formol, uma substância tóxica e proibida em alimentos. Os testes apontaram irregularidades no processo de fabricação.

A adulteração afeta a segurança do produto e configura fraude. O objetivo da interdição é impedir o consumo e proteger a saúde da população.

A ingestão de formol pode causar danos às mucosas do sistema digestivo, levando a desconforto gastrointestinal intenso. Crianças e idosos estão entre os grupos com risco de sofrer impactos mais graves.

Especialistas recomendam procurar atendimento médico em casos de sintomas severos, para hidratação e reposição de eletrólitos.

A ocultação do prazo de validade real em produtos alimentícios permite a multiplicação de microrganismos patogênicos. Algumas toxinas bacterianas podem persistir mesmo após a fervura do leite.

A exposição contínua a substâncias tóxicas sobrecarrega órgãos como fígado e rins, que trabalham para eliminar as impurezas do organismo.

Os sinais de problemas gastrointestinais podem surgir entre 30 minutos e algumas horas após o consumo do produto adulterado.

Os consumidores que compraram os lotes interditados têm direito a reembolso integral ou troca imediata. Conforme o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, para produtos não duráveis, como alimentos, o prazo para reclamar é de 30 dias a partir da compra.

Em casos de produtos com risco à saúde, a troca ou o reembolso deve ser feito de forma imediata. É recomendado verificar a integridade da embalagem e recusar unidades estufadas, amassadas ou com vazamentos.

A Anvisa orienta a população a consultar alertas no portal oficial da agência e a denunciar lotes com aspecto suspeito. As queixas podem ser registradas pelo Disque Saúde (136) ou diretamente no site da Anvisa.

Fátima Watanabe

Fátima Watanabe, biblioteconomista formada pela UFMG, iniciou sua carreira escrevendo sobre Dante Alighieri. Atualmente, é pesquisadora, utiliza palavras-chave na didática e produz editoriais e artigos.