O que é Risperidona?

A risperidona é um medicamento classificado como antipsicótico atípico. Sua ação principal é bloquear parcialmente a dopamina em certas áreas do cérebro, ajudando a aliviar sintomas como agitação, delírios e alucinações. Esses sintomas são comuns em condições como demência e esquizofrenia. Além disso, a risperidona afeta a serotonina, contribuindo para o equilíbrio do humor e do comportamento.

Para que serve a Risperidona?

A risperidona é indicada para tratar uma variedade de distúrbios. Veja alguns exemplos:

  1. Exacerbações agudas de esquizofrenia.
  2. Psicoses esquizofrenicas, tanto agudas quanto crônicas.
  3. Condições afetivas, como depressão e ansiedade.
  4. Mania aguda.
  5. Transtorno bipolar.
  6. Agitação e agressividade em pacientes com demência de Alzheimer, moderada a grave.
  7. Irritabilidade associada ao transtorno do espectro autista.

Como usar a Risperidona?

Por ter efeito no cérebro, a risperidona é uma medicação controlada, classificada pela Anvisa com tarja vermelha. Isso significa que para comprá-la, é necessário apresentar uma receita médica assinada. Essa medida visa um controle mais rigoroso sobre a circulação do medicamento.

A automedicação não é recomendada, pois pode reduzir a eficácia do tratamento e causar graves efeitos colaterais. A risperidona está disponível em diferentes formas: comprimido, solução oral e comprimido de dissolução. Normalmente, a medicação é tomada de uma a duas vezes ao dia, podendo ser ingerida com ou sem alimentos, mas sempre no mesmo horário.

A dose e a duração do tratamento variam de acordo com cada paciente e devem ser definidas pelo médico responsável. É importante ressaltar que a risperidona pode levar algumas semanas para mostrar seus efeitos. Portanto, continue a tomá-la mesmo que os benefícios ainda não sejam visíveis.

Além disso, interromper o uso abruptamente pode causar sintomas de abstinência. Por isso, é fundamental seguir as orientações do profissional de saúde.

Efeitos Colaterais da Risperidona

A risperidona pode causar alguns efeitos colaterais, que variam em frequência e gravidade. Os mais comuns incluem:

  1. Dor de cabeça.
  2. Tontura.
  3. Sonolência.
  4. Cansaço.
  5. Tremores.
  6. Espasmos musculares.
  7. Movimentos involuntários dos músculos.
  8. Agitação.
  9. Ansiedade.
  10. Inquietação.
  11. Humor deprimido.
  12. Boca seca.
  13. Dor estomacal.
  14. Diarreia.
  15. Constipação.
  16. Ganho de peso.
  17. Sintomas semelhantes aos de um resfriado, como nariz entupido e dor de garganta.

Além desses, há efeitos colaterais mais graves, embora sejam menos frequentes, como:

  1. Movimentos descontrolados no rosto, como mastigação e piscar excessivo.
  2. Inchaço ou sensibilidade nos seios, com secreção nos mamilos.
  3. Ausência de menstruação.
  4. Impotência.
  5. Diminuição da libido.
  6. Reações graves no sistema nervoso, como rigidez muscular e febre alta.
  7. Queda nos glóbulos brancos, podendo causar febre e mal-estar.
  8. Baixos níveis de plaquetas, levando a hematomas e sangramentos.
  9. Aumento do açúcar no sangue, causando sede excessiva e urina frequente.
  10. Ereção prolongada e dolorosa.

Caso você apresente esses efeitos, procure atendimento médico imediatamente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pode ser acionado pelo número 192.

Contraindicações

A risperidona tem algumas contraindicações importantes. Ela não deve ser usada por pessoas alérgicas a qualquer ingrediente do medicamento. Além disso, pacientes com certos diagnósticos devem consultar os médicos antes de iniciar o uso. Isso se deve ao risco elevado de efeitos colaterais graves em casos como:

  1. Doença de Parkinson.
  2. Dislipidemia (altos níveis de colesterol).
  3. Baixo nível de glóbulos brancos.
  4. Dificuldades para engolir.
  5. Problemas de equilíbrio.
  6. Câncer de mama.
  7. Osteoporose.
  8. Angina (dor no peito).
  9. Batimentos cardíacos irregulares.
  10. Pressão arterial alta ou baixa.
  11. Insuficiência cardíaca.
  12. Histórico de ataque cardíaco.
  13. Derrame cerebral.
  14. Convulsões.
  15. Doenças renais ou hepáticas.
  16. Diabetes.

Conclusão

A risperidona é um medicamento importante no tratamento de vários transtornos mentais, oferecendo alívio para muitos pacientes. Sua utilização deve ser orientada por um médico, e é essencial seguir as recomendações de uso e monitoramento. Se surgirem efeitos colaterais ou reações adversas, não hesite em buscar orientação profissional.

Lembre-se, a saúde mental é uma parte essencial do bem-estar geral, e tratar adequadamente os transtornos pode melhorar significativamente a qualidade de vida.

Fátima Watanabe

Fátima Watanabe, biblioteconomista formada pela UFMG, iniciou sua carreira escrevendo sobre Dante Alighieri. Atualmente, é pesquisadora, utiliza palavras-chave na didática e produz editoriais e artigos.

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